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Paróquia Sant'Ana

Meu chamado: Testemunho Vocacional da Irmã Ana Caparelli

Olá querida comunidade paroquial de Sant’Ana,

Partilho com vocês um pouco da minha história pessoal e meu testemunho vocacional de ser consagrada ao Senhor.

Eu, Irmã Ana Maria Rosa Caparelli, sou a primeira filha de Marli Rosa e Cleber Caparelli, natural da cidade de Ribeirão Preto, nasci no dia 14 de abril 1984. Somos quatro irmãos, tenho um irmão chamado Maycon de 28 anos, e duas irmãs, a Mariana (já falecida aos 22 anos por um acidental afogamento com ela aprendi a viver o momento presente e alegrar-me com a simplicidade da vida), e a caçula Maysa, de 25 anos. Sou licenciada em Artes Plásticas pela Faculdade Paulista de Arte (FAP), na cidade de São Paulo e no momento estou cursando bacharel em Teologia pela Universidade Católica Dom Bosco, minha grande experiência pastoral é no campo educacional.

O despertar vocacional aconteceu, quando tinha 10 anos, através do último encontro para os catequizandos da Primeira Eucaristia na Igreja Senhor Bom Jesus, na cidade de Guardinha – MG. Lá surgiu o desejo de conhecer a vida daquelas Irmãs da Consolação que estavam nos visitando. O que me cativou foi a alegria, a simplicidade e a opção de vida até então não conhecidas. Passou-se o tempo e deixei o desejo adormecido, somente aos 14 anos participando de encontros de jovens é que voltou a inquietação inicial. Foi quando tomei a decisão de procurar pelas Irmãs, iniciando assim o acompanhamento vocacional que durou 2 anos. Ingressei com as Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, após esta caminhada de discernimento vocacional com a idade de 16 anos, em 2001 na comunidade de Areado – MG. Professei os primeiros votos com 22 anos e os votos perpétuos aos 29 anos. Hoje sou muito feliz nesta família religiosa e com o carisma da CONSOLAÇÃO. A cada dia busco viver esta alegria de ser consolação para o Reino, desde o chão sagrado que toco neste momento esta cidade de Campinas nesta acolhedora comunidade paroquial Sant’Ana. Animada pela minha consagração, procuro viver o presente com paixão, redescobrir a cada dia a alegria de ser consolação e aprendendo a ler a realidade com o olhar de Deus. Viver este presente com paixão e alegria pode conservar um coração enamorado, que vislumbre um horizonte de esperança, mas a esperança do verbo esperançar e não de esperar. A esperança que nos coloca em movimento, em saída, que nos impulsiona a não desistir, mas a conservar um olhar e um coração de mulher “con-sagrada” “em saída” para a montanha de Deus e a planície da vida. Imbuída deste espírito de Jesus é possível encarnar e servir com maior alegria e generosidade, o magis do Evangelho, na confiança de que nosso fazer, trata-se de um “fazer-se” próximo aqueles a quem somos enviadas, pois somente, assim a chama viva do carisma continua acesa não por nossos méritos, mas graças à fidelidade maior de Deus.

Qual o livro católico que você indicaria para os jovens? Recomendaria dois livros como sugestão de leitura: Em busca de sentido, Viktor Frankl – que descreve um relato pessoal da comovente experiência vivida nos campos de concentração nazista. A obra traz uma reflexão sobre o ser humano e cria um método psicoterapêutico de como encontrar uma razão para viver. E o DOCAT um resumo dos Ensinamentos Sociais da Igreja que orienta o jovem ao que fazer dentro da ação cristã.

A mensagem que deixo para as jovens que se sentem chamadas é:

  • Primeiro: Não tenham medo de Jesus, de conhecê-lo, de escutá-lo, de segui-lo…
  • Segundo: “SONHAR. Um escritor latino-americano dizia que as pessoas têm dois olhos: um de carne e outro de vidro. Com o olho de carne vemos o que olhamos. Com o olho de vidro vemos o que sonhamos. Na objetividade da vida temos que entrar a capacidade de sonhar e uma jovem que não é capaz de sonhar está enclausurada em si mesma. Cada um, às vezes, sonha coisas que nunca vão acontecer. Mas, sonhe, deseje, procure horizontes, abra-se a coisas grandes. Sonhe, que o mundo contigo pode ser diferente. Sonhe que se você puser o melhor de ti, vai ajudar para que esse mundo seja diferente. Não se esqueça. Sonhem e contem seus sonhos. Contem, falem das coisas grandes que desejam, porque quanto maior é a capacidade de sonhar, mais terá percorrido”. (Papa Francisco)

Que Nossa Senhora Aparecida neste Ano Mariano em que o Brasil comemora seus 300 anos de bênçãos, nos ensine a viver a alegria de ser consolação com uma vida mais evangélica e uma missão inseparável da vida. Um forte e fraterno abraço a todos!!!

Tu podes ser consolação!!!

Ana Maria Rosa Caparelli

Campinas, 20 de agosto de 2017

 

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