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Juntos por uma cultura de paz

A violência tornou-se uma das principais realidades discutidas a nível planetário, não há como ignorar a influência do contexto socioeconômico na geração da violência, tem pressionado muitos países inclusive o Brasil a rediscutir medidas para superação da violência.

Muitos são os medos que atormenta a sociedade brasileira de modo concreto e evidente a juventude que sofrem a violação de seus direitos como o medo de serem assaltados, do narcotráfico, da polícia e suas ações violentas que ferem a dignidade da pessoa, a violência racial, política, doméstica, religiosa, sexual e do tráfico humano.

Em nosso território nacional os homicídios são a principal causa de morte entre os jovens de 15 a 24 anos, assim como os homicídios por arma de fogo segundo os números apontados pelo Mapa da Violência de 2016, mostram que cinco pessoas são mortas por arma de fogo a cada hora e a cada dia 123 pessoas sendo um total de quase 60 mil brasileiros assassinados por ano, tendo um significativo aumento da população jovem.

Em 2015, havia 1,2 bilhão de jovens em todo o mundo, e mais de 600 milhões deles viviam em cenários frágeis ou afetados por conflitos. Para a UNESCO os jovens estão no coração da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o direcionamento do trabalho consiste em orientar os jovens para que atuem como líderes desempenhando papéis essenciais em diferentes âmbitos local, nacional e mundial.

Nossa Juventude pode direcionar sua força frente às situações de conflito e violência respondendo a elas com obras de paz, surgem a necessidade de que a fraternidade seja redescoberta, amada, experimentada e testemunhada nestes cenários de guerra e violência. Uma vez que aderimos comunitariamente a cultura de paz norteamos nossa vida para princípios de superação da violência, como a liberdade, a democracia, a justiça, o diálogo, a diversidade cultural, a fraternidade…

Tem-se consciência de que o desenvolvimento de qualquer sociedade depende da forma como ela estimula seus jovens, “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” Nelson Mandela.

As condições em razão das quais uma determinada sociedade não reconhece como violência atos ou situações em que determinadas pessoas são agredidas, é o que entende-se pela expressão “cultura da violência”. A morte e a violência provoca a retirada de muitos sonhos da Juventude, e onde não há sonhos, a utopia está morta. Para que a juventude brasileira não seja impedida de sonhar, os jovens tem a oportunidade de resignificar o sentido de suas ações, a romper com convencional e não seguir caminhando sendo empurrados pelas costas.

Em uma “Cultura de Paz” somos são chamados a testemunhar o amor, enquanto que a sociedade deve colocar-se a serviço da vida humana, pois todos os dias com pequenos gestos, podemos superar a violência, desde o comprometimento, a busca por estratégias, ações efetivas, diálogos coletivos que apontem caminhos para uma sociedade mais pacífica. Uma vez que a paz não se caracteriza apenas pela ausência de conflito a concepção de “cultura de paz” deve aqui ser entendida no sentido do “cultivo da paz”, não como algo dado, mas resultado de ações e processos multidimensionais, individuais e coletivos, trata-se de construir estilos de vida voltados para a promoção da paz, cada jovem que sonha com a paz e busca testemunha-la é prova viva de que a Juventude tem mudado o mundo para melhor precisamos reconhecer esse fato e apoiá-los em suas ações. Assim como potencializar uma nova visão de mundo, porque o futuro pede novos projetos de vida seja ele pessoal ou coletivo. AVANÇE, JUVENTUDE!!!

 

*Fonte: Texto Base da Campanha da Fraternidade 2018.

 

Ana Maria Rosa Caparelli

Irmãs de Nossa Senhora da Consolação