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Espiritualidade: caminho de amor

A vida é cheia de surpresas e algumas não são tão agradáveis. Quando nos deparamos com coisas ruins, nossa primeira atitude é buscar a fé. Oramos, rezamos, enfim fazemos de tudo para que se afaste de nós o que é ruim, o que nos aflige.
Fico imaginando se é assim que Deus gostaria de manter um relacionamento conosco, certamente que não. Ele nos ama e nos quer próximo Dele, mas de maneira gratuita e livre. Ele nos espera e quer que O procuremos porque o queremos.
Na nossa caminhada cristã, na Igreja Católica fomos acostumados a buscar sacramentos, ritos e até mesmo a oração devocional, o que não é ruim! Mas, precisamos e devemos mudar o nosso foco de vida, buscar a Deus em todo o tempo, durante todo o dia. Ainda procurar ter um momento no dia para que possamos nos encontrar com Deus, conversar com Ele. Assim como um amigo fala com outro amigo. Partilhar nossa vida, nossas alegrias, tristezas e nossa esperança.
É preciso se colocar a caminho, pois o caminho se faz caminhando. O que fazer então? A espiritualidade cristã nos chama a atenção para um ponto importante, rezar nos leva ao Pai. O papa Francisco na Evangelii Gaudium nos dá uma visão de como deve ser a nossa vida espiritual: Esta convicção, porém, é sustentada com a experiência pessoal, constantemente renovada, de saborear a sua amizade e a sua mensagem. Não se pode perseverar numa evangelização cheia de ardor, se não se está convencido, por experiência própria, que não é a mesma coisa ter conhecido Jesus ou não O conhecer, não é a mesma coisa caminhar com Ele ou caminhar tateando, não é a mesma coisa poder escutá-Lo ou ignorar a sua Palavra, não é a mesma coisa poder contemplá-Lo, adorá-Lo, descansar n’Ele ou não o poder fazer. Não é a mesma coisa procurar construir o mundo com o seu Evangelho em vez de o fazer unicamente com a própria razão.
Sabemos bem que a vida com Jesus se torna muito mais plena e, com Ele, é mais fácil encontrar o sentido para cada coisa. É por isso que evangelizamos. O verdadeiro missionário, que não deixa jamais de ser discípulo, sabe que Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária. Se uma pessoa não O descobre presente no coração mesmo da entrega missionária, depressa perde o entusiasmo e deixa de estar segura do que transmite, faltam-lhe força e paixão. E uma pessoa que não está convencida, entusiasmada, segura, enamorada, não convence ninguém. (EVANGELII GAUDIUM, 266).
Reflitamos através das orientações do Papa Francisco e possamos ouvir o Senhor, pois somos chamados a fazer é criar intimidade, aproximar-nos de Deus e buscar a Sua Vontade. Nossa experiência deve ser concreta, devemos transmitir o que recebemos, o Amor. Deus quer se aproximar de cada um de nós, por isso para um tempo e pense, como está minha vida, tenho buscado o Senhor no meu dia a dia?
Sandra Marques
Jornalista pela PUCCAMP
Ministra da Palavra e Inaciana