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Cristo Ressuscitou

“Cristo ressuscitou”

Nessa época da Páscoa essa frase é muito dita, lida, mas pouco vivida por nós. A Experiência do Senhor que sofreu perseguição, flagelação e dor física e psicologia é presente em nossa memória e muitas vezes queremos reforçar esse aspecto da vida de Jesus. Ficamos chorando e lamentando no só a morte de Jesus, mas também a nossa. Quando que morremos? Quando não aceitamos a Vida Plena, quando não nos comunicamos com o Pai, quando nos afastamos da nossa missão, enfim quando não aceitamos que Jesus, o Cristo é o mestre e Senhor da nossa vida! Por isso, precisamos aceitar e entender a Ressurreição de Jesus.

A oração como já dissemos é quem nos liga, nos conecta com Deus e nos fará entender melhor a vontade de Deus. Mas ela deve acontecer diariamente, todos os dias devemos nos colocar na presença de Deus e com ele abrir os nossos corações, nossas mentes e nossas almas. Conversar, discutir, dialogar com Aquele que sabe o que é melhor para cada um.

Nesse tempo, façamos o exercício do sentido da Ressureição em nossas vidas. Primeiro peguemos o texto de Lucas 24, 13-35. Pedindo a Luz do Espirito Santo leia, releia e deixe-se tocar pelas palavras, pelos sentimentos que o texto faz brotar em você.

Depois se coloque no lugar de um deles e faça na memória a recordação das ações e atos que eles realizam:  São dois discípulos que abandonaram os outros discípulos. Eles caminham com ar entristecido. Seu estado de ânimo, após a crucificação de Jesus, é de tristeza, desolação e desesperança. Sua fé em Jesus apagou-se. Já não esperam nada dele. Aparentemente dispõem de todo quando poderia levá-los à fé em Jesus Cristo. Conhecem as Escrituras de Israel, conviveram com Jesus, ouviram sua mensagem, viram-no atuar como um ‘profeta poderoso”, ouviram o anúncio pascal das mulheres, que dizem que o crucificado “está vivo” e seus companheiros confirmam que o sepulcro está vazio. Mas, tudo é inútil, sua fé está morta. Falta-lhes o mais decisivo. Reconhecer a presença do Ressuscitado em suas vidas, encontrar-se pessoalmente com o Cristo vivo.

O que Lucas sugere é de grande importância. Lá onde um grupo de pessoas caminha pela vida procurando descobrir o significado das palavras e obras do profeta Jesus de Nazaré, lá onde se faz memória de sua paixão e se ouve a notícia de sua ressurreição, ali se faz presente o Ressuscitado. É uma presença real de alguém que nos acompanha no caminho; uma presença não fácil de captar, porque nossos olhos podem estar incapacitados de conhecê-lo; uma presença que nos convida a reconhecer que somos “tardos de coração para crer”. Mas é uma presença que vai  despertando neles e em nós a esperança, a fé e o amor.

Ao final, reze nesse tempo um Pai-Nosso, registre-o em um caderno sua experiência e coloque sempre sua vida no coração de Deus.

 

Sandra Marques
Jornalista pela PUCCAMP
Ministra da Palavra e Inaciana